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A varicela é uma doença de infância muito vulgar, todos os anos afecta dezenas de milhar de crianças em Portugal, especialmente durante o Inverno e Primavera. É causada pelo vírus varicela-zoster, um membro da família do vírus herpes, o mesmo que causa herpes zoster (zona). Uma vez debelada, a varicela normalmente não reaparece, no entanto, o vírus permanece alojado no tecido nervoso como que adormecido (não activo), podendo reactivar-se mais tarde, causando zona. A varicela é perigosa Quando se detectam os primeiros sintomas é difícil prever até que ponto a varicela poderá ser grave. Apesar de a doença não ser normalmente perigosa em crianças saudáveis, causa mal-estar e pode levar ao absentismo das crianças à escola e dos pais ao emprego. Em crianças mais velhas e em especial nos adultos, os sintomas são normalmente mais graves e podem originar outros problemas. Existem complicações associadas à varicela Apesar
de raras, podem acorrer infecções bacterianas, encefalite e pneumonia.
O
primeiro sintoma é febre ligeira. Um ou dois dias mais tarde aparecem manchas
vermelhas normalmente primeiro no couro cabeludo e espalhando-se mais tarde pela
cara, tronco, axilas, braços, pernas, boca e por vezes na traqueia e brônquios.
A criança pode também queixar-se de dores de cabeça, dores de garganta,
gânglios linfáticos inflamados e dolorosos, dores
de estômago, cansaço e perda de apetite. Aspecto das borbulhasSão pequenas e vermelhas, provocam comichão e transformam-se em bolhas num curto espaço de tempo (horas). Estas bolhas cheias de líquido (vesículas) secam e formam crostas em alguns dias. Estas borbulhas aparecem durante 5 dias e a maioria forma crosta em 6 a 7 dias Por vezes as borbulhas deixam cicatrizes. É mais provável a formação de cicatrizes se as borbulhas infectarem. É importante impedir que a criança se coce para prevenir o aparecimento de cicatrizes. Como impedir que a criança coce as borbulhas?Manter
as borbulhas limpas e secas, usar loções calmantes e banhos de água morna de
4 em 4 horas nos primeiros dias. Enxaguar sem
esfregar. Manter as unhas curtas para prevenir eventuais infecções e
cicatrizes.
Os outros irmãos se ainda não tiveram varicela têm uma elevada probabilidade (80%-90%) de contágio. Se forem saudáveis o melhor será que tenham a doença enquanto crianças. Assim estarão protegidos de contrair varicela mais tarde, podendo ser então mais grave. Se tiverem problemas de saúde deverá consultar-se o médico. Os adultos que nunca tiveram varicela poderão contrai-la através dos filhos. Nestes casos é necessário contactar o médico. A varicela é uma doença grave nos adultos. Uma mulher grávida pode estar sujeita a um risco ainda mais elevado no que respeita ao aparecimento de complicações, devendo evitar a exposição à doença, devido ao risco que isto constituí para o feto. A varicela é também grave para aqueles com um sistema imunitário enfraquecido. Uma criança saudável poderá estar em contacto com adultos com varicela, pois será melhor que tenha a doença em criança. Como ocorre a transmissão da varicela de uma pessoa para outra?O
vírus é transmitido pelo ar, quando a pessoa infectada tosse, espirra ou fala,
ou pelo contacto directo com as lesões do doente.
Período de incubaçãoCerca de 14-15 dias contados a partir do contacto com o infectado. Período de contágioA
varicela pode ser transmitida a outra pessoa desde aproximadamente 10 dias após
ser contagiada até todas as bolhas se transformarem em crostas.
Já
foi descoberta uma vacina contra a varicela e que está agora a
começar a ser comercializada.
No caso de ser uma varicela ligeira o tratamento efectuado visa o alívio sintomático:
Para
os casos mais graves ou doentes com factor de risco elevado existe
um medicamento específico - o Aciclovir (um antivírico)- para a varicela, que ajuda de forma
substancial à redução da duração da doença, permitindo que o doente se
sinta melhor num espaço de tempo mais curto. Não se deve dar ácido acetilsalicílico (aspirina) ou derivados às crianças com varicela por poder causar o síndroma de Reye, que é uma complicação grave caracterizada por alterações neurológicas e hepáticas. Se aparecerem lesões na boca, deve-se dar alimentos moles, bebidas frias e evitar os ácidos e salgados. Nas lesões na área genital poderão usar-se cremes anestésicos. As situações mais graves deverão ser sempre acompanhadas por um médico.
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